O mercado de retrofit vem ganhando espaço no Brasil como uma alternativa para revitalizar imóveis corporativos e comerciais em regiões já consolidadas das grandes cidades. A prática, bastante utilizada em mercados internacionais, consiste na modernização e readequação de edifícios antigos ou subutilizados, preservando a estrutura original e adaptando os ativos às novas demandas do mercado.
O movimento tem sido impulsionado por mudanças no comportamento das empresas, pela busca por eficiência operacional e pelo interesse crescente em ativos localizados em regiões estratégicas com infraestrutura pronta. Em vez da construção de novos empreendimentos em áreas mais afastadas, empresas do setor imobiliário passaram a olhar para prédios já existentes como oportunidade de reposicionamento urbano e comercial.
Entre as companhias que vêm ampliando atuação nesse segmento está a EQR, plataforma focada em transformação de ativos reais através de retrofit, requalificação e desenvolvimento imobiliário. A empresa tem apostado na aquisição de imóveis considerados subutilizados ou desalinhados às demandas atuais do mercado para promover processos de modernização e reposicionamento.
Um dos principais projetos da companhia é o EQR Tower, edifício corporativo localizado em Alphaville, em Barueri (SP), uma das regiões empresariais mais importantes do país. O empreendimento passou por um processo de retrofit com foco em atualização arquitetônica, modernização operacional e adaptação às novas necessidades de ocupação corporativa.
Segundo a empresa, a proposta foi transformar o imóvel em um ativo mais competitivo dentro do mercado corporativo da região, reunindo melhorias estruturais, atualização de áreas comuns e nova estratégia de ocupação. O projeto acompanha uma tendência observada no mercado imobiliário brasileiro de valorização de ativos já posicionados em regiões consolidadas, com acesso à mobilidade, serviços e infraestrutura empresarial.
Especialistas do setor apontam que o retrofit tem se tornado uma alternativa relevante para cidades que enfrentam aumento da vacância em edifícios comerciais e mudanças no perfil de ocupação dos escritórios após a pandemia. Além da modernização dos imóveis, o modelo também é visto como uma forma de reduzir impactos urbanos e aproveitar estruturas já existentes.
Para Carlos Henrique Nunes dos Santos, fundador e CEO da EQR, o retrofit representa uma transformação mais ampla do que apenas uma reforma imobiliária. “Existe uma mudança importante acontecendo no mercado. Hoje, muitos dos melhores ativos já estão inseridos em regiões estratégicas, mas precisam ser reinterpretados para uma nova dinâmica urbana e empresarial. O retrofit permite reconstruir eficiência, ocupação e relevância”, afirma.
A expectativa do setor é de que o modelo continue avançando nos próximos anos, especialmente em grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro, onde há estoque relevante de edifícios corporativos com potencial de modernização.
A EQR atua na transformação de ativos reais através de aquisição estratégica, retrofit, requalificação e desenvolvimento imobiliário. A companhia desenvolve projetos voltados ao reposicionamento de imóveis corporativos e urbanos com foco em eficiência operacional, ocupação e valorização territorial.

