Veja a decoração de Biden no salão oval

Veja a decoração de Biden no Salão Oval

Conheça as principais mudanças no gabinete presidencial.  

Em 2021, os Estados Unidos ganharam um novo presidente. O democrata Joe Biden é o 46º mandatário máximo do governo norte-americano.

Além da mudança política, Biden alterou a decoração do Salão Oval, o famoso gabinete presidencial.    

Um dos móveis que se mantiveram, porém, foi a mesa Resolute, um modelo de escrivaninha histórico e cheio de significado, bem como as cortinas que, de acordo com o jornal The Washington Post, são as mesmas desde o governo de Bill Clinton. 

Quanto ao entorno da sala, porém, alterações significativas foram feitas, a exemplo da remoção de bustos e retratos de alguns antigos líderes e a inserção de outros, que trazem uma mensagem clara dos rumos que o país deve seguir a partir de agora.

Decoração do Salão Oval

A mudança na decoração do Salão Oval, lugar de onde o presidente norte-americano fará seus despachos, comunicados oficiais e receberá visitas ilustres, é algo comum quando existe a substituição de um governante por outro.

No caso, há uma mudança ainda mais significativa com a entrada de Biden e a saída do republicano Donald Trump, já que este último trouxe consigo — e na simbologia usada na sala — uma alta carga conservadora e, em grande parte, contrária aos preceitos do sucessor democrata.

Isso porque, ao longo do seu mandato de quatro anos — entre 2017 e 2020 —, Donald Trump foi cercado de polêmicas que refletiam sua postura nacionalista, populista e protecionista.

O novo presidente, por sua vez, tenta passar uma imagem completamente diferente de seu antecessor, seja através das mais de 17 ordens executivas assinadas no primeiro dia de trabalho ou pela decoração do Salão Oval.

O que mudou

Atrás da cadeira presidencial, há uma estante onde estão dispostas diversas fotografias de Joe Biden com sua família — algo que o novo presidente sempre colocou como prioridade em sua vida pessoal.

No centro dessa estante, um busto de bronze chama atenção: Cesar E. Chavez, trabalhador rural latino que ajudou a liderar manifestações em prol de melhores condições de trabalho no campo nos anos 1960.

Uma clara tentativa de reaproximação com os latino-americanos rejeitados durante o governo Trump.

À esquerda da mesa, há uma pintura de Benjamin Franklin, conhecido como “pai fundador dos Estados Unidos”. Seu retrato está bem próximo de um conjunto de rochas lunares, revelando um significativo interesse da nova gestão por descobertas científicas.

Um retrato do 32º presidente dos EUA, Franklin D. Roosevelt, ganhou um espaço central na parede em frente à mesa. Ele foi responsável pelo New Deal, plano de recuperação econômica implantado no país durante a chamada Grande Depressão, iniciada em 1929.

Ao seu redor, figuras antagônicas como Alexander Hamilton (ex-secretário do Tesouro) e Thomas Jefferson foram colocadas juntas, demonstrando a pluralidade de ideias como algo necessário.

Biden também acrescentou na sala bustos de figuras históricas como Martin Luther King, Robert F. Kennedy, Eleanor Roosevelt, Rosa Parks e Harry S. Truman.

Um aceno positivo e claro para os movimentos pelos direitos civis, pela luta antirracista e pelos direitos da mulher.

O tapete é o mesmo usado durante a gestão Clinton: azul vibrante com detalhes florais. A poltrona presidencial foi trocada.

O que ficou

Como dito anteriormente, os itens que permaneceram foram as cortinas e a mesa Resolute. Esta última, por sua vez, é um presente da rainha Vitória para o então presidente americano Rutherford Hayes, em 1879.

Seu nome é uma homenagem ao navio britânico cuja madeira foi usada na confecção da mesa.

A nova decoração do Salão Oval, portanto, acaba sendo uma forte referência do novo governo norte-americano, bem como de suas crenças e do norte que deverá seguir durante os próximos quatro anos.