Como aumentar o nível de vitamina D no organismo

Como aumentar o nível de vitamina D no organismo?

Pró-hormônio é fundamental para a manutenção da nossa saúde.

O corpo humano é um sistema complexo, que passa por diversos processos, desde a renovação celular até a absorção de vitaminas e fabricação de hormônios, que fazem com que essa “máquina” funcione perfeitamente bem.

O problema é que, muitas vezes, seja por conta do nosso estilo de vida, pela nossa alimentação ou por uma deficiência do próprio organismo, algumas substâncias acabam ficando em falta.

Um exemplo disso é a vitamina D, um pró-hormônio fundamental para a manutenção do nosso corpo.

As três principais formas de obtenção da vitamina são a exposição ao sol, a ingestão de alimentos ricos nessa substância e, em último caso, pelo uso de suplementos vitamínicos.

O que é a vitamina D?

A Vitamina D, ou colecalciferol, é um pró-hormônio esteroide lipossolúvel essencial ao corpo humano. Isso porque essa substância tem a capacidade de ser sintetizada pelo próprio organismo, além de controlar 270 genes, incluindo células do sistema cardiovascular.

Na época em que foi descoberta, em 1922, os pesquisadores acreditavam que a vitamina D só poderia ser obtida através da ingestão de alimentos ricos nessa substância — e por isso que ela foi primeiramente classificada como vitamina e não como hormônio. Ela foi a quarta a ser descoberta, logo após as vitaminas A, B e C.

A ingestão diária de vitamina D recomendada por médicos e nutricionistas é de 400 UI/dia para pessoas de 1 a 70 anos de idade e de 600 UI/dia para idosos com mais de 70 anos.

As funções desse hormônio são várias e englobam a absorção de fósforo e cálcio pelo intestino; atuação nos músculos, coração e funções neurológicas; regulagem no metabolismo dos ossos e deposição de cálcio nos mesmos; regulagem do sistema imunológico; combate aos sintomas da TPM, etc.

A carência da vitamina D pode acarretar problemas ósseos, como o aumento da frequência de osteoporose e osteomalácia nos adultos e raquitismo em crianças.

Os sintomas de carência desse hormônio são fraqueza muscular, redução de cálcio e fósforo no sangue, fraqueza, anorexia, tetania e até mesmo pernas tortas.

Para evitar esses problemas e, ao mesmo tempo, auxiliar na prevenção e no tratamento de doenças autoimunes tais como câncer e diabetes, além de doenças reumáticas, é essencial manter os níveis desse hormônio em dia.

Sol, o principal aliado

A principal fonte de vitamina D é o chamado “banho de sol”, responsável por quase 90% da absorção desse hormônio.

É através da exposição aos raios solares na região dos braços e das pernas por até 20 minutos (sempre antes das 10h, ao menos três vezes por semana) que você obterá a dose ideal desse hormônio.

Durante o banho de sol, lembre-se de não aplicar protetor solar nessas regiões do corpo — mas proteja seu rosto. Por conta da capacidade reduzida de absorver tal vitamina, pessoas de pele escura devem fazer esse processo mais vezes na semana.

Alimentação

Existem, ainda, alimentos capazes de fornecer vitamina D, a exemplo dos peixes gordos, ovos, manteiga, óleo de fígado de bacalhau, iogurte e fígado de boi. Os que têm uma maior quantidade desse hormônio são os de origem animal.

No entanto, os cogumelos — como os do tipo shimeji, shitake, champignon, portobello e funghi — também oferecem uma boa dose de vitamina D, sendo uma opção interessante para os vegetarianos e veganos.

Suplementação

Por último, mas não menos importante, é possível obter vitamina D através da ingestão de suplementos em formato de comprimidos, vendidos em farmácias de manipulação e drogarias.

Vale ressaltar que esse tipo de suplementação só deve ser usada no tratamento de algumas doenças ou quando se detecta a carência da substância no sangue — algo que pode ser facilmente revelado por um exame de sangue.