ambulancia particular

Ambulância particular para pacientes com Covid-19

Veja os cuidados necessários com o veículo e sua importância      

A doença do novo Coronavírus, que ocasionou nessa grande pandemia com graves consequências na vida de todos nós, é uma enfermidade que ataca o trato respiratório, podendo ser fatal. A necessidade de um atendimento de emergência, muitas vezes através de ambulância particular, devido à alta demanda e pouca estrutura do serviço público, se torna fundamental na hora de combater a doença e salvar uma vida.

A COVID-19 chama a atenção pela rapidez na sua disseminação, gravidade e dificuldade na contenção. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, através de gotículas respiratórias, eliminadas seja ao tossir, falar ou espirrar.

Com o alto número de casos registrados e ocorrências de atendimentos pré-hospitalar e transportes inter-hospitalares, apenas o atendimento público não consegue atender todas as solicitações de emergências, uma vez que além dos casos de COVID, ainda tem os atendimentos usuais a serem realizados. Nesse cenário, a ambulância particular, além de oferecer um serviço de excelência, garantem o atendimento adequado e imediato da vítima.

De acordo com a ANVISA, doenças infecciosas ligadas à assistência à saúde, oferecem ao paciente e aos envolvidos no atendimento, riscos consideráveis e qualquer falha na limpeza e desinfecção dos aparelhos e superfícies podem acarretar na propagação do vírus nos ambientes de saúde e trabalho.

Para minimizar e conter a transmissão do vírus e manter a vítima, a equipe de saúde e os motoristas seguros, os cuidados da ambulância particular, tanto na higienização, uso de EPIs adequados pela equipe e orientações de atendimento deve ser respeitado e acatado por todos.

Pensando nisso, a Associação Brasileira de Medicina de Emergência (ABRAMEDE), junto ao Conselho Federal de Enfermagem e ao Colégio Brasileiro de Enfermagem (COFEN) e Emergência (COBEEM), fizeram uma análise das evidências já publicadas e experiências aprendidas em outros países e publicaram um material com as recomendações a serem seguidas pelos profissionais e aplicados também nos serviços de ambulância particular para controlar e mitigar a exposição ao vírus SARS CoV-2 no atendimento pré-hospitalar.

Confira abaixo os principais trechos com recomendações relacionadas a esse assunto:

Ambulância particular e a preparação do veículo para atendimento

  1. Reduzir, remover ou guardar em compartimento fechado os equipamentos e materiais não essenciais ao atendimento. Isso reduz o risco de contaminação e o tempo consumido na realização da limpeza terminal após o transporte. Sugere-se ainda:
  • Envolver os bancos dianteiros com saco plástico (trocando sempre que houver rompimento);
  • Proteger mochilas e outros itens impermeáveis com filme PVC para facilitar a limpeza posterior.
  • Utilizar caixas de medicamentos menores e de material lavável, organizadas com medicamentos essenciais para serem levadas para fora da viatura. A mochila/ maleta principal contendo medicamentos completos pode ser mantida protegida dentro da viatura/ambulância.
  • Evitar abrir armários e compartimentos, a menos que seja essencial. Se algum equipamento for necessário deve ser retirado do armário antes de iniciar atendimento ao paciente;
  • Manter as janelas da viatura/ambulância abertas para favorecer a ventilação e a circulação do ar. O ar-condicionado ou a ventilação nos veículos deve ser configurado para extrair e não recircular o ar dentro do veículo.

Ambulância particular no transporte para unidade hospitalar

  • A definição da unidade de destino deve ser feita ANTES da saída de cena para evitar deslocamento desnecessário e aumento do tempo de transporte e exposição da equipe;
  • A unidade de saúde receptora deve ser avisada sobre chegada do paciente, para que possa se preparar adequadamente (paramentação e definição do local adequado para suporte ao paciente);
  • Deve-se minimizar o número de pessoas no salão com o paciente durante o transporte. Familiares devem ser orientados a seguir por meios próprios. Avaliar a necessidade de acompanhante para pacientes menores de idade e idosos. Se necessário, o acompanhante deve receber uma máscara cirúrgica e sentar-se no banco, próximo da porta traseira, que deve estar com a janela aberta.
  • Durante o transporte deve-se manter as janelas da ambulância particular abertas para melhorar a ventilação do veículo para aumentar a troca de ar durante o transporte.
  • As equipes pré-hospitalares devem orientar os demais familiares e populares presentes na cena de atendimento ao paciente suspeito ou confirmado de COVID-19 a permanecerem em isolamento domiciliar; ou procurar a unidade básica de saúde mais próxima em casos de apresentarem sintomas.
  • PGA devem ser evitados dentro da ambulância particular durante o transporte. Sua realização deve ser restrita ao indispensável para a estabilidade clínica do paciente. Caso sejam necessários, garantir janelas abertas e sistema de exaustão ligado;
  • O número de transporte entre unidades de saúde deve se elevar no período de maior pico da pandemia. Os serviços devem avaliar a possibilidade de dispor de uma, ou mais, equipes dedicadas ao transporte de pacientes suspeitos/confirmados de COVID-19 durante cada plantão;
  • No transporte de casos suspeitos ou confirmados de COVID-19 entre unidades de saúde, a Central de Regulação deve considerar se há alternativas de transporte. Se a transferência do paciente for realmente necessária:
  1. O paciente deve utilizar máscara cirúrgica durante todo o percurso, desde que tolerada, exceto se indicado oxigenoterapia por máscara;
  2. A Central de Regulação (CR) deve entrar em contato com o hospital referenciado para informar as condições clínicas do paciente e confirmar a transferência, antes de iniciar o deslocamento;
  • Deve-se minimizar o número de pessoas na ambulância com o paciente durante o transporte. Familiares devem ser orientados a seguir por meios próprios. Os casos extraordinários devem ser avaliados em conjunto com a CR.
  • Diante do transporte de pacientes em uso de ventilação mecânica, a equipe de SAV deve avaliar a compatibilidade dos circuitos da unidade de origem e do ventilador de transporte e se possível utilizá-los. Pode-se considerar o transporte com o equipamento em uso na unidade de origem, a depender da portabilidade. O uso de filtro HEPA é condição essencial.

Ambulância particular na chegada à unidade de saúde

  • As equipes pré-hospitalares não devem circular pela unidade hospitalar de forma desnecessária;
  • Na chegada ao hospital de destino, um dos membros da equipe da ambulância particular deve informar a unidade receptora de sua chegada antes de desembarcar o paciente;
  • A unidade receptora deve apoiar a transferência do paciente para os Departamento de Emergência ou Medicina Intensiva, garantindo que a rota seja pré-definida e o transporte rápido e seguro ao paciente e equipe;
  • No hospital de destino, manter o paciente (em maca ou cadeira de rodas) com máscara e distante 1m ou mais dos demais pacientes ou pessoas presentes no ambiente durante os procedimentos de transição de cuidado;
  • A transferência do cuidado entre o pré e o intra hospitalar pode ser realizada verbalmente até que os registros possam ser realizados;
  • Os registros devem ser realizados e atentar para evitar a contaminação dos impressos (quando houver), dispositivos eletrônicos, pranchetas, canetas, dentre outros.
  • Recomenda-se usar materiais laváveis de acrílico e reduzir a presença de impressos dentro da ambulância particular, repondo sempre que necessário.
  • A movimentação e o transporte interno de um paciente suspeito/confirmado de COVID-19 não são de responsabilidade da equipe pré-hospitalar móvel. São diretrizes gerais:
  • O transporte interno deve ser limitado e planejado;
  • O pessoal da área de destino deve ser previamente informado sobre a condição de suspeição/confirmação COVID-19 para poder se preparar para o recebimento;
  • Deve-se oferecer uma máscara cirúrgica para o paciente, se tolerada durante todo o transporte para minimizar a dispersão;
  • Ao chegar ao setor de destino, o paciente não pode aguardar em áreas comuns; 5.7.5. Não deve haver retardo nas atividades/exames ou procedimentos a serem realizados.

Ambulância particular na limpeza e desinfecção da viatura (após o atendimento)

  • Após cada atendimento suspeito ou confirmado de COVID-19, deve ser realizada a limpeza e desinfecção adequada da ambulância particular;
  • A limpeza da viatura é uma ação de toda a equipe, incluindo condutor, técnico de enfermagem, enfermeiro e médico.
  • Os serviços podem optar por contratar serviços desde que sejam garantidas as condições técnicas para o procedimento.
  • É obrigatório o uso de EPI padronizado durante os procedimentos de limpeza;
  • Recomenda-se que a limpeza seja realizada imediatamente após a transferência de cuidado do paciente, ainda na unidade de destino, para reduzir a exposição dos profissionais.
  • Recomenda-se que os hospitais referenciados organizem áreas destinadas para realização de limpeza terminal da ambulância particular pré hospitalares móveis.
  • Na impossibilidade de limpeza e desinfecção da viatura/ambulância no hospital de destino e a necessidade de deslocamento a um local específico para os devidos procedimentos, a equipe deve permanecer paramentada, inclusive com a máscara indicada para reduzir a possibilidade de contaminação;
  • Na ausência de procedimentos geradores de aerossóis durante o atendimento, realizar limpeza concorrente conforme definido nos Protocolos Nacionais do SAMU (PE 24) ou protocolos locais utilizando álcool 70¨%, hipoclorito ou outro produto indicado para esta finalidade;
  • Na presença de procedimentos geradores de aerossóis durante o atendimento, realizar limpeza terminal conforme definido nos Protocolos Nacionais do SAMU (PE 23) ou protocolos locais com álcool 70%, e hipoclorito ou outro desinfetante padronizado ou outro produto indicado para este fim.
  • Manter atenção especial a todos os pontos de contato, incluindo maçanetas e cabine do condutor;
  • Para reduzir o risco de explosão, recomenda-se que os cilindros sejam lavados apenas com água e sabão, inclusive os que estão guardados na reserva técnica das bases descentralizadas;
  • Garantir que a maca esteja totalmente descontaminada, incluindo a parte inferior e a base;
  • O piso do veículo deve ser descontaminado com uma solução detergente seguida de uma solução à base de cloro 1%;
  • Após a limpeza, se possível, o veículo deve ser deixado para ventilar com as janelas abertas e o exaustor configurado para extrair enquanto se desloca até a base descentralizada.

Ambulância particular quanto ao uso de EPI

  • Todos os integrantes da equipe pré-hospitalar devem adotar o uso de EPI específicos no atendimento a casos suspeitos e confirmados de COVID19;
  • O uso de EPI deve ser responsável e racional;
  • A ABRAMEDE, o COFEN e o COBEEM sugerem a utilização de vestimentas de proteção para corpo inteiro (macacões) com proteção da cabeça (proteção 360º), com vistas a ampliar a proteção dos profissionais de atendimento pré-hospitalar que entram em ambientes já saturados, com superfícies contaminadas e onde estão presentes múltiplos contatos exigindo proteção superior.
  • Todos os integrantes da equipe devem se paramentar antes de entrar no ambiente onde exista um paciente suspeito ou confirmado de COVID-19;
  • A sequência de paramentação e desparamentação deve ser garantida, para evitar contaminação inadvertida. A desparamentação e os cuidados inadequados com os EPI são a principal causa de contaminação entre profissionais da saúde;
  • Recomenda-se a retirada da paramentação sob observação de um companheiro para auxiliar no cuidado com as regras;

Lembrando que todas essas orientações são trechos do guia de auxílio e orientações de cuidados, formulado pela ABRAMEDE, CONFEN e COBEEM, e você pode conferir o documento completo no cofen.

Após o atendimento, os materiais reutilizáveis usados precisam ser rigorosamente higienizados após cada vez que usados, sempre de acordo com as práticas e protocolos recomendados.

Outro ponto importante para o manejo da ambulância particular, é adotar medidas que visem reduzir ao máximo o tempo de inatividade das ambulâncias. Um exemplo é o tempo de espera na realização das transições hospitalares e o tempo de inatividade devido a limpeza terminal, necessitando organização e eficiência para agilizar os processos.

Os cuidados da equipe nos atendimentos da ambulância particular devem se estender do local até em casa, depois do expediente. Antes de entrar em casa é preciso retirar os sapatos e o uniforme e não os colocar junto com as roupas comuns da casa para evitar o contato com os familiares.

O isolamento domiciliar dos familiares do paciente também deve ser recomendado e respeitado, uma vez que essa prática se tornou uma das principais recomendações na contenção do vírus.

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