Dois hospitais municipais realizam cirurgias bariátricas em São Paulo

Dois hospitais municipais realizam cirurgias bariátricas em São Paulo

A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), vem disponibilizando à população, desde a segunda quinzena de outubro, o Programa de Combate à Obesidade .       

O trabalho prevê 60 cirurgias bariátricas por mês, metade em um hospital e metade em outro, especificamente, são 30 no Hospital Gilson de Cássia Marques de Carvalho, em Vila Santa Catarina, e outras 30 no Hospital Vereador José Storopolli, denominado Vila Sônia.

Pacientes com IMC (Índice de Massa Corporal) maior que 40, em avaliação pré-operatória, operação e acompanhamento pós-operatório devem ser tratados. Mensalmente, serão investidos R$ 980 mil no custeio desse programa.

A obesidade é considerada uma pandemia, devido ao aumento significativo de sua prevalência nas últimas duas décadas, tanto no Brasil quanto em outras nações do planeta.   

Em São Paulo, segundo dados da SMS, em 2019 o fato era de 10.000 pessoas com obesidade mórbida em 15.000 atendimentos do SUS.

Ainda no âmbito deste programa, está a ser planeada a implementação de unidades especializadas em distúrbios nutricionais, de forma a prestar assistência multidisciplinar a doentes com necessidades especiais.   

Pacientes com obesidade grave podem contar com serviço de referência especializado para acompanhamento de cirurgia bariátrica, por exemplo, ou auxílio para os mais diversos transtornos alimentares (anorexia, anorexia, compulsão).  

Programa ANEE – Educação Alimentar e Nutricional

Dentre os aplicativos desenvolvidos, destaca-se o Programa ANEE – Alimentar, Nutrir e Educar Escolares com foco na Promoção da Saúde, uma parceria entre a SMS e a Secretaria Municipal de Educação.  

Referenciada pela OMS e Ministério da Saúde, que visa identificar, orientar e acompanhar o estado de saúde nutricional de escolares da Rede Pública de Ensino de São Paulo, que desejam desenvolver uma estratégia abrangente, capaz de prevenir e controlar os agravos decorrentes do consumo insuficiente de alimentos e do excesso de peso, que afetam a população cada vez mais precocemente.

Existe também o Programa de Acompanhamento Nutricional, que visa acompanhar o crescimento e o desenvolvimento infantil, de acordo com o Estado Nutricional de crianças atendidas na Atenção Básica / SUS. É um componente das atividades estratégicas de prevenção e atendimento a crianças com desnutrição.         

Outra iniciativa é o Projeto Consciência Alimentar, que visa informar e sensibilizar a população para a importância de uma alimentação adequada e saudável, que promova qualidade de vida e evite possíveis agravos à saúde, para poder desenvolver um senso fundamental para a seleção alimentar consciente.

Também faz parte desse trabalho de combate à obesidade nos fundos a elaboração de fluxos e protocolos: 

  • Protocolo de Encaminhamento para Assistência Nutricional Individual; 
  • Protocolo de Assistência para Linha de Cuidado ao Sobrepeso e Obesidade; 
  • Participação na elaboração de fluxos e protocolos;
  • Diabetes Mellitus Gestacional;
  • Fluxo de Referência Pós-Covid;
  • Boletim de Saúde da População Negra;
  • Entre Outros.

Cada um desses protocolos objetiva potencializar o fluxo de encaminhamento e monitoramento de nutrientes da população na maioria dos ciclos de vida e, assim, garantir a acessibilidade e os cuidados necessários para sua promoção e prevenção de distúrbios nutricionais que podem causar agravos à saúde, como obesidade e Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT).

IBGE: obesidade mais que dobra na população acima de 20 anos

Entre 2003 e 2019, a proporção de obesos na população com 20 anos ou mais de idade no país mais que dobrou, passando de 12,2% para 26,8%. No período, a obesidade feminina passou de 14,5% para 30,2% e ficou acima da masculina, que passou de 9,6% para 22,8%.

A proporção de homens e mulheres obesos na população com 20 anos ou mais passou de 43,3% para 61,7% nos mesmos 17 anos. Entre os homens, era de 43,3% para 60% e, entre as mulheres, de 43,2% para 63,3%.

Os dados aparecem no próximo volume da Pesquisa Nacional de Saúde 2019, e foram publicados hoje (21), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2019, uma em cada quatro pessoas com 18 anos ou mais no Brasil tinha excesso de peso, o equivalente a 41 milhões de pessoas. Havia 29,5% de meninas e 21,8% de homens.

O excesso de peso, por sua vez, atingiu 60,3% da população com 18 anos ou mais, correspondendo a 96 milhões de indivíduos, 62,6% das meninas e 57,5% dos meninos.

O excesso de peso também ocorreu em 19,4% dos adolescentes de 15 a 17 anos, o que equivale a uma estimativa de 1,8 milhão de pessoas, sendo 22,9% mulheres e 16% meninos.

A obesidade afetou 6,7% dos adolescentes: 8% nas mulheres e 5,4% nos homens.

Para a responsável pela pesquisa, analista Flávia Vinhaes, as causas do excesso de peso e da obesidade são a qualidade mínima da alimentação do brasileiro e a falta de atividades físicas.

“Faltam políticas públicas estruturadas de combate à obesidade e ao sobrepeso, como incentivo ao consumo de alimentos saudáveis ​​e atletismo”, afirma.

O indivíduo obeso tem IMC maior que 30. O IMC é calculado pelo peso em quilogramas dividido pelo quadrado da altura em metros.

Segundo o IBGE, a prevalência de redução de peso em adultos com 18 anos ou mais foi de 1,6%, (1,7% para homens e 1,5% para mulheres), ficando bem abaixo do limite de 5% determinado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como indício de exposição dos idosos à desnutrição.

Atenção Primária à Saúde

O questionário foi aplicado a residentes com 18 anos ou mais que realizaram pelo menos 2 visitas ao mesmo médico em unidades básicas de saúde ou componentes de saúde da família.

O objetivo foi avaliar a assistência médica oferecida nesses componentes.

No ano passado, 17,3 milhões de pessoas com 18 anos ou mais utilizaram algum serviço de Atenção Primária à Saúde nos seis meses anteriores à data da entrevista, em mais de um serviço médico.

As respostas aos questionários receberam valores que serviram para calcular o escore geral da APS, que varia de 0 a 10.

Segundo o IBGE, um escore igual ou superior a 6,6 fatores para a qualidade da atenção primária à saúde. A pontuação geral da Atenção Básica à Saúde obtida em estudo no Brasil foi de 5,9.

Para o IBGE, resultado abaixo de 6,6 significa classificação baixa e mostra serviços com presença muito baixa de atributos da APS, como facilidade de utilização de serviços médicos; a regularidade do serviço de saúde e a relação humanizada entre a academia e os pacientes; a capacidade de garantir a continuidade da assistência ao paciente; familiares e orientação comunitária.

“Como é a primeira vez que o IBGE faz esse tipo de avaliação, ainda não temos como avaliar se houve melhora nesse escore. Estamos trabalhando em uma linha de base de 5,9”, disse a pesquisadora. .

Pontuação

Ao todo, 69,9% dos indivíduos com 18 anos ou mais que utilizaram algum serviço de atenção primária à saúde, nos últimos seis meses anteriores à data desta entrevista, eram mulheres; 60,9% das pessoas eram pretas ou pardas; 65 por cento tinham cônjuges; e 35,8%, de 40 a 59 anos.

Os homens pontuaram APS com 5,9 e as mulheres com 5,8. Entre os mais jovens (18 a 39 anos) a avaliação foi de 5,6 e entre os mais velhos (60 anos ou mais), 6,1.

No país, 53,8% dos usuários da APS não possuíam ocupação, sendo 64,7% possuindo renda familiar per capita inferior a um salário mínimo e 32,3%, e assim estavam no sortimento de 1 a 3 salários mínimos. Os não ocupados pontuaram 5,9 juntamente com os usados, 5,8.

Das pessoas com 18 anos ou mais que observaram o mesmo médico pelo menos dois, em unidades básicas de saúde, nos seis meses anteriores ao encontro, 94,4% não possuíam plano de saúde. Sua avaliação das características do PHC foi de 5,9.

Os residentes cujos domicílios estavam cadastrados na unidade de saúde atribuíram uma pontuação geral. Residentes de domicílios não registrados avaliaram a APS com uma classificação geral de 5,5.

Entre os que obtiveram uma visita de representante do bairro ou associado do grupo de saúde, a avaliação foi de 6,1, e para os que nunca receberam viagem desses profissionais, a pontuação foi de 5,7.

No Brasil, o motivo mais comum de procura por atendimento médico foi doença ou outro problema médico ou continuidade da terapia (52,5%), seguida de exames periódicos (40,2%).