Canabidiol e Parkinson

Canabidiol e Parkinson: entenda a relação entre a doença e o uso do CBD.

Canabidiol e Parkinson fazem parte de alguns estudos medicinais recentes e que merecem atenção. Entenda agora a relação entre os dois.

A doença de Parkinson é uma das principais doenças neurodegenerativas que acometem a população mundial, principalmente pessoas mais idosas. De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), quase 1% da população do mundo com mais de 65 anos desenvolve essa doença.

Em virtude desse vasto número de pacientes afetados, esse distúrbio neurológico é alvo de diversos estudos, tendo a medicina o desafio de descobrir novos procedimentos e tratamentos capazes de reduzir ou, até mesmo, neutralizar os sintomas da doença.

O tema Canabidiol e Parkinson faz parte desse conjunto de estudos, e tem obtido resultados promissores. Os Cursos de cannabis medicinal abordam esse assunto em questão, orientando médicos a incorporar esse tratamento com segurança, trazendo estudos e práticas atualizadas, que podem fazer a diferença na qualidade de vida dessas pessoas

Entretanto, o preconceito por parte de alguns profissionais somado à desinformação sobre o CBD, ainda têm dificultado o avanço dessas práticas, prejudicando e postergando a realização de mais  estudos científicos.

No presente artigo, você entenderá a relação entre Canabidiol e Parkinson e o que alguns estudos dizem a respeito sobre o tema. Acompanhe.

O que é a doença de Parkinson?

Nomeada em homenagem a James Parkinson, médico que elaborou um estudo detalhado sobre o distúrbio no ano de 1817, a doença de Parkinson é uma enfermidade neurológica degenerativa caracterizada pela morte de neurônios que sintetizam o neurotransmissor dopamina.

Esse neurotransmissor desempenha um papel no envio de mensagens para a parte do cérebro que controla o movimento e a coordenação. Assim, uma redução nos níveis de dopamina causa atividade cerebral anormal, levando a um comprometimento dos movimentos e outros sintomas da doença de Parkinson.

No entanto, embora o diagnóstico clínico se baseie na presença de bradicinesia, rigidez e tremores a doença de Parkinson está associada a muitos sintomas não motores que contribuem para a incapacidade funcional geral.

Sintomas da doença de Parkinson

Como dito anteriormente, a doença de Parkinson é caracterizada por distúrbios motores e outros sintomas. Vejamos alguns desses sintomas:

Sintomas motores

Como o próprio nome indica, os sintomas motores são aqueles que afetam os movimentos e postura do paciente. Dentre alguns deles, podemos mencionar:

  • Perda de equilíbrio;
  • Rigidez muscular;
  • Lentidão;
  • Tremores.

Sintomas não motores

Os sintomas não motores são aqueles que não influenciam na mobilidade do paciente, mas também podem prejudicar muito a sua qualidade de vida. Podemos destacar:

  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Distúrbios do sono;
  • Constipação intestinal;
  • Perda do olfato.

Com tantos sintomas e pacientes afetados pela doença, a medicina moderna iniciou estudos baseados no uso do canabidiol para tratamento do Parkinson. Então vamos entender um pouco sobre essa terapia.

Tratamentos da doença de Parkinson

Mesmo após mais de 200 anos da descoberta da doença, ainda não existe um tratamento eficaz contra a progressão da doença de Parkinson. Alguns médicos e profissionais da área de saúde utilizam técnicas e medicamentos para reduzir os sintomas ocasionados pela doença.

Nesse sentido, os tratamentos da doença de Parkinson visam uma melhor qualidade de vida do paciente, amenizando e reduzindo os sintomas provocados pela enfermidade.

Dentre alguns desses tratamentos, podemos destacar:

  • Uso de medicamentos;
  • Exercícios fisioterápicos (fisioterapia);
  • Neurocirurgia.

Como uma alternativa às terapias convencionais, o uso do canabidiol para o tratamento do Parkinson é uma prática moderna que vem sendo cientificamente estudada. O tema ainda é pouco compreendido, porém, vem se destacando na área médica.

O que é Canabidiol?

Canabidiol é um dos vários compostos químicos extraídos da planta cannabis sativa, sendo classificado como um tipo de canabinoide. Os benefícios potenciais para o cérebro e o sistema nervoso têm atraído muita atenção nos últimos anos, especialmente para pessoas com distúrbios neurológicos como a doença de Parkinson.

O Canabidiol ficou conhecido após um estudo realizado por Raphael Mechoulam, professor da universidade hebraica de Jerusalém, no ano de 1960. No experimento, Raphael conseguiu isolar alguns compostos químicos da planta cannabis, trazendo à tona a fórmula qúimica do canabidiol.

Nesse estudo, ficou demonstrado que o canabidiol não é uma substância psicoativa e tem um grande potencial de uso no tratamento de algumas doenças. De lá pra cá, os fitocanabinoides e sua interação com o sistema endocanabinoide foram objetos de vários estudos e artigos científicos.

Canabidiol no tratamento de algumas doenças

Como mencionado anteriormente, o canabidiol tem um grande potencial no tratamento de várias doenças. Nesse sentido, alguns estudos realizados já comprovaram sua eficácia em algumas terapias.

Epilepsia

O canabidiol possui propriedades terapêuticas anticonvulsivantes, sendo útil para o tratamento de epilepsia grave e refratária. Seu uso para a Síndromes de Lennox Gasteaut e Dravet é cientificamente comprovado em diversos estudos e é aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration) dos Estados Unidos e outros órgãos regulatórios no mundo. 

Esclerose múltipla

Outra aplicação do Canabidiol é para os sintomas da esclerose múltipla, tendo o primeiro medicamento à base de Cannabis aprovado por diversos órgãos no mundo para o tratamento de espasticidade, rigidez muscular e dor causada por essa doença. 

Além disso, as substâncias da planta atuam como neuroprotetores, neuro antioxidantes e neuro anti-inflamatórios. Ao mesmo tempo, apresentam um baixo perfil de toxicidade e efeitos adversos.

Ansiedade e Depressão

Um estudo Brasileiro indicou que o canabidiol também é capaz de ajudar no tratamento de ansiedade e depressão. Os testes, que foram realizados tanto em animais quanto em seres humanos, sugerem que o CBD é capaz de ajudar na diminuição da ansiedade.

A pesquisa identificou que o canabidiol possui efeitos ansiolíticos, ajudando no tratamento de quem sofre ansiedade e depressão.

Canabidiol e Parkinson

Estudos demonstram que o canabidiol é capaz de gerar diversos benefícios para pacientes acometidos por diferentes tipos de doenças. 

Em relação ao uso do canabidiol na doença de Parkinson, a medicina ainda está evoluindo em suas pesquisas, mas tem obtido resultados promissores. 

Um estudo alemão avaliou mais de 1 mil participantes com a doença de Parkinson e encontrou que 54% dos indivíduos que utilizaram o CBD relataram melhora na qualidade de vida; 40% afirmaram sentir redução da dor e cãibras musculares e 20% apresentaram melhora em relação à rigidez, tremores, depressão, ansiedade e síndrome das pernas inquietas.

Além disso, outros estudos demonstraram uma melhora no transtorno do sono, melhora no manejo da psicose ocasionada pelos medicamentos dopaminérgicos, e redução da ansiedade quando administrado o canabidiol como um tratamento adjuvante da doença de Parkinson.

Em conjunto, os estudos demonstram que o uso do canabidiol pode melhorar a qualidade de vida do paciente acometido pela doença de Parkinson, aliviando algumas dores e amenizando alguns dos sintomas ocasionados pela doença.